
A menopausa e o climatério trazem sintomas que impactam diretamente a qualidade de vida: ondas de calor, insônia, irritabilidade, queda da libido, ressecamento vaginal, ganho de peso, entre outros.
Nessa fase, muitas mulheres ouvem falar sobre terapia de reposição hormonal (TRH) como uma solução milagrosa. Mas é preciso reforçar: a reposição hormonal não é indicada para todas as mulheres.
Quando pode ser indicada?
A TRH pode ser benéfica para mulheres com sintomas moderados a graves que afetam a qualidade de vida. Além de melhorar sintomas, pode ajudar na saúde óssea, reduzindo o risco de osteoporose.
Quando é contraindicada?
Segundo a FEBRASGO (2023) e a North American Menopause Society (NAMS, 2023), a reposição hormonal não deve ser feita em mulheres que apresentam:
- Histórico de câncer de mama ou de endométrio;
- Trombose venosa profunda, embolia pulmonar ou distúrbios de coagulação;
- Doenças hepáticas graves;
- Sangramento vaginal sem diagnóstico;
- Doença cardiovascular avançada.
E os riscos?
O uso inadequado pode aumentar o risco de eventos tromboembólicos, câncer e complicações cardiovasculares. Por isso, a reposição sempre deve ser individualizada, levando em conta histórico clínico, exames e fatores de risco.
Outras opções
Nem sempre a reposição hormonal é a única saída. Existem alternativas, como:
- Fitoterápicos (em casos selecionados);
- Mudanças no estilo de vida (exercícios, alimentação equilibrada, sono adequado);
- Medicações não hormonais para sintomas específicos.
A reposição hormonal pode ser uma grande aliada, mas precisa ser feita com segurança e acompanhamento médico. Cada mulher é única, e o que funciona para uma pode não ser indicado para outra.
Converse com sua ginecologista para avaliar riscos, benefícios e encontrar o tratamento mais adequado para você.
Dra. Celene Longo
Ginecologia Diagnóstica e Cirúrgica
CRM 16483 RS | RQE 7375 | RQE 34649
(O conteúdo e as informações dos posts têm caráter informativo e educacional. Não devem ser utilizados para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico)
📚 Fontes: FEBRASGO (2023), NAMS (2023), Ministério da Saúde.


