
Em março de 2026, foi anunciada a ampliação da vacinação para mulheres tratadas de lesões precursoras de câncer no colo do útero (NIC 2, NIC 3 ou adenocarcinoma in situ), como forma de prevenção secundária.
Vacinação para mulheres com lesões: o que mudou e por que isso é tão importante?
“Já tratei uma lesão no colo do útero… ainda vale a pena vacinar?”
Se essa dúvida já passou pela sua cabeça, a resposta agora é mais clara do que nunca: sim — e mais do que antes.
Em março de 2026, foi anunciada a ampliação da vacinação contra o HPV para mulheres que já tiveram lesões precursoras do câncer do colo do útero. Isso inclui quem tratou alterações moderadas ou mais avançadas, sem limite de idade.
Por que essa mudança é importante?
Por muito tempo, a vacina foi vista apenas como prevenção antes do contato com o vírus. Mas estudos mais recentes mostram que ela também pode ajudar depois do tratamento, reduzindo o risco de novas lesões.
A vacinação após o tratamento pode diminuir em até 50–60% a chance de recorrência dessas alterações (dados de sociedades internacionais como ACOG e estudos publicados em revistas médicas recentes).
O que isso significa na prática?
Se você já teve uma lesão tratada:
✔️ Ainda pode se beneficiar da vacina
✔️ Pode reduzir o risco de novas alterações
✔️ Ganha uma camada extra de proteção
Mas atenção:
👉 A vacina não substitui o acompanhamento ginecológico
👉 Exames como preventivo, colposcopia e teste de HPV continuam sendo essenciais
Por que as lesões podem voltar?
Porque o HPV pode permanecer no organismo ou haver reinfecção. E é exatamente aqui que a vacina entra como aliada.
Para quem essa novidade faz mais sentido?
– Mulheres que já trataram alterações no colo do útero
– Quem teve resultado alterado recentemente
– Quem quer reduzir riscos futuros
O que você precisa lembrar
Você não “perdeu a chance” de se proteger só porque já teve HPV ou uma lesão.
Hoje, a medicina entende que o cuidado pode — e deve — continuar.
✨ Informação muda decisões.
✨ E decisões mudam sua saúde.
Se você já teve lesão no colo do útero, converse com sua ginecologista sobre a vacinação.
Essa pode ser uma etapa importante na sua prevenção.
Dra. Celene Longo
Ginecologia Diagnóstica e Cirúrgica
CRM 16483 RS | RQE 7375 | RQE 34649
(O conteúdo e as informações dos posts têm caráter informativo e educacional. Não devem ser utilizados para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico


