
Você sente dor pélvica persistente, desconforto nas relações ou dificuldade para engravidar — e ninguém encontra uma causa clara? Em muitos casos, o problema pode estar nas adesões pélvicas, uma condição mais comum do que se imagina.
O que são adesões pélvicas?
As adesões ou aderências são como “pontes” de tecido que se formam dentro da pelve, fazendo com que órgãos que deveriam ser livres acabam grudados entre si. Elas costumam surgir após:
- Cirurgias ginecológicas ou abdominais
- Infecções ginecológicas (como doença inflamatória pélvica)
- Endometriose
- Processos inflamatórios repetidos
Nem toda mulher com adesões sente sintomas, mas quando elas causam problemas, o impacto na qualidade de vida pode ser grande.
Quais sintomas podem estar relacionados?
- Dor pélvica crônica ou dor que piora com o movimento
- Dor durante a relação sexual
- Alterações intestinais ou urinárias sem causa aparente
- Dificuldade para engravidar
Segundo estudos, até 90% das mulheres que passam por cirurgias pélvicas podem desenvolver algum grau de adesão, mas apenas uma parte delas precisará de tratamento.
Quando a cirurgia é indicada?
A cirurgia não é a primeira opção na maioria dos casos. Ela é considerada quando:
- A dor é persistente e não melhora com tratamento clínico
- Há impacto na fertilidade
- As adesões causam obstruções ou comprometem órgãos
- Existe prejuízo importante na qualidade de vida
Ou seja: não se opera a adesão, se opera a consequência que ela está causando.
Como é o tratamento cirúrgico?
Quando indicada, a cirurgia geralmente é feita por videolaparoscopia, uma técnica menos invasiva, com pequenas incisões e recuperação mais rápida. O objetivo é liberar essas “aderências” e devolver mobilidade aos órgãos, sempre com muito cuidado para reduzir o risco de novas adesões.
Hoje, técnicas modernas e materiais específicos ajudam a diminuir a chance de recorrência, mas é importante saber que nenhuma cirurgia é isenta de riscos — por isso a indicação precisa ser bem avaliada.
O que você precisa saber
✔ Nem toda adesão precisa de cirurgia
✔ Dor sem causa definida merece investigação
✔ Cada caso deve ser avaliado de forma individual
✔ Cirurgia bem indicada pode melhorar muito a qualidade de vida
✨ Sentir dor não é normal — e se acostumar com ela não deve ser uma opção.
Se você convive com sintomas persistentes, procure avaliação especializada.
👉 Agende sua consulta, tire suas dúvidas e cuide da sua saúde com atenção e informação.
📊 Referências:
– FEBRASGO
– ACOG (American College of Obstetricians and Gynecologists)
– Estudos publicados no Journal of Minimally Invasive Gynecology
Dra. Celene Longo
Ginecologia Diagnóstica e Cirúrgica
CRM 16483 RS | RQE 7375 | RQE 34649
(O conteúdo e as informações dos posts têm caráter informativo e educacional. Não devem ser utilizados para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico)


