
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma das infecções ginecológicas mais comuns — e, ao mesmo tempo, uma das mais subestimadas.
Ela acontece quando bactérias sobem do colo do útero para o útero, trompas e ovários, geralmente após uma IST não tratada, como clamídia ou gonorreia.
Segundo a OMS, até 1 em cada 10 mulheres poderá ter DIP em algum momento da vida, e boa parte delas não percebe os sinais no início.
O problema é que, quando a DIP não é tratada rapidamente, ela deixa marcas que podem afetar a saúde por muitos anos.
Quais são os impactos a longo prazo da DIP?
1. Infertilidade
A complicação mais temida.
A inflamação pode causar cicatrizes nas trompas, dificultando a passagem do óvulo. A CDC aponta que até 20% das mulheres com DIP podem desenvolver infertilidade — especialmente quando o diagnóstico é tardio.
2. Gravidez ectópica
Quando a trompa fica lesionada, aumenta o risco de o embrião se implantar no lugar errado.
A DIP multiplica esse risco por até 6 vezes, segundo estudos internacionais.
3. Dor pélvica crônica
A inflamação repetida pode deixar aderências, fazendo com que órgãos “grudem” entre si.
Isso pode gerar dor persistente, desconforto na relação sexual e impacto direto na qualidade de vida.
4. Recorrência da doença
Uma mulher que já teve DIP tem mais chance de ter novamente, porque as trompas ficam mais sensíveis a novas infecções.
E cada novo episódio aumenta ainda mais o risco de sequelas.
Por que a DIP é tão perigosa?
Porque muitas vezes ela é silenciosa.
Estudos mostram que até 70% das infecções por clamídia, uma das principais causas da DIP, não dão sintomas.
Ou seja: quando o incômodo aparece, o dano já pode estar acontecendo.
Como prevenir e evitar sequelas?
✔ Realizar exames de rotina
✔ Usar preservativo
✔ Tratar ISTs imediatamente
✔ Não ignorar dor pélvica, febre baixa ou corrimento diferente
✔ Acompanhar-se com ginecologista regularmente
Quando tratada cedo, as chances de sequelas caem drasticamente. O grande risco está no atraso do diagnóstico.
Seu útero fala — e mesmo quando ele não fala, os exames mostram o que está acontecendo. Você está se cuidando como merece?
Prevenção e diagnóstico precoce são o melhor caminho para proteger sua fertilidade e sua qualidade de vida.
A DIP é uma infecção séria que pode atingir útero, trompas e ovários — e o pior é que muitas mulheres nem percebem os primeiros sinais.
Segundo a OMS, até 1 em cada 10 mulheres terá DIP ao longo da vida, e quando o diagnóstico atrasa, as consequências podem ser duras.
Os principais impactos a longo prazo:
🔸 Infertilidade — até 20% das mulheres com DIP podem ter dificuldade para engravidar (CDC).
🔸 Gravidez ectópica — risco até 6x maior quando há lesão nas trompas.
🔸 Dor pélvica crônica — aderências e inflamação podem causar dor constante.
🔸 Recorrência — quem já teve DIP tem mais chance de ter novamente.
E por que isso acontece?
Porque muitas ISTs são assintomáticas, especialmente a clamídia, responsável por grande parte dos casos.
Como se proteger:
✔ Exames em dia
✔ Tratamento rápido de ISTs
✔ Preservativo
✔ Acompanhamento ginecológico regular
✨ Seu corpo dá sinais — e quando não dá, os exames falam por ele. Não ignore sua saúde íntima.
Dra. Celene Longo
Ginecologia Diagnóstica e Cirúrgica
CRM 16483 RS | RQE 7375 | RQE 34649
(O conteúdo e as informações dos posts têm caráter informativo e educacional. Não devem ser utilizados para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico)


