
A histeroscopia permite que o médico visualize o interior do útero em tempo real, utilizando uma microcâmera acoplada a um aparelho fino chamado histeroscópio.
Esse aparelho entra pelo orifício natural do colo uterino. Essa entrada costuma ser mais fácil em mulheres mais jovens (antes da menopausa) e um pouco mais difícil alguns anos após a última menstruação.
Nos casos mais difíceis é necessário uma anestesia de efeito rápido, dentro de um centro cirúrgico.
Ela pode ser:
✔️ Diagnóstica (para investigação de alterações)
✔️ Cirúrgica (para tratamento de lesões)
Principais indicações da histeroscopia diagnóstica:
- Sangramento uterino anormal (fora do ciclo ou após a menopausa)
- Pólipos endometriais
- Miomas submucosos
- Endométrio espessado
- Corpos estranhos dentro do útero (ex.: DIU mal posicionado)
- Infertilidade (para avaliar a cavidade uterina antes de tratamentos)
- Investigação de abortos de repetição
Principais indicações da histeroscopia cirúrgica:
- Retirada de pólipos e miomas
- Correção de aderências (sinéquias uterinas)
- Biópsia dirigida
- Ressecção de septos uterinos
Como é o exame?
A histeroscopia pode ser feita no consultório ou em centro cirúrgico, com ou sem anestesia, dependendo do tipo de procedimento.
Na maioria dos casos, é rápida, segura e com recuperação tranquila.
Por que não ignorar a indicação?
Ela é uma aliada fundamental para diagnóstico precoce de lesões e evita procedimentos cirúrgicos maiores e ou desnecessários.
Além disso, permite tratamentos menos invasivos, quando necessário.
Se sua ginecologista indicou uma histeroscopia, não adie! O exame pode fazer a diferença entre um problema simples e um diagnóstico tardio.
Dra. Celene Longo
Ginecologia Diagnóstica e Cirúrgica
CRM 16483 RS | RQE 7375 | RQE 34649
(O conteúdo e as informações dos posts têm caráter informativo e educacional. Não devem ser utilizados para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico)


